segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Diapasão?! Ainda se usa?


Diapasão?!

Será que nos dias de hoje de audiometros e de aparelhos de otoemissões poderosos, vale apena usar o diapasão?

Diapasão: instrumento de aço, magnésio ou alumínio em forma de Y que emite um tom puro quando percutido, trata-se de um método básico, rápido e de baixo custo, porém permite apenas a avaliação subjetiva da audição. Devem fazer parte, sistematicamente, do exame físico otorrinolaringológico do paciente com queixa auditiva ou vestibular, independentemente de outros exames.


Os diapasões mais utilizados são os de frequências de 512 e 1024 Hz, por serem frequências médias do espectro humano e sofrerem menor interferência do som do ambiente, os de frequência grave, como os de 256 Hz podem gerar sensação vibratória que pode ser confundida com sensação de som.


Oferecem uma avaliação qualitativa da audição, discriminando perdas condutivas e neurossensoriais com certa segurança, enquanto que a discriminação da perda mista já é mais difícil. A avaliação quantitativa é grosseira.


As aplicações dos testes de diapasão são: comparar a audição entre via óssea e aérea, determinar qual orelha apresenta melhor audição, determinar se a perda auditiva é neurossensorial ou condutiva, comparar a audição do examinador (considerada normal) com a audição do paciente, suspeitar de otosclerose. Existem vários tipos de testes de diapasão, no entanto, os mais utilizados são o WEBER e o RINNE.


Teste de Weber

O diapasão é colocado na linha média da fronte, da calota craniana ou junto aos dentes incisivos.

Se o som for ouvido igualmente em ambos ouvidos a audição é normal ou a perda auditiva é similar bilateralmente e, nesse caso, diz-se que o WEBER é indiferente.

Se o som se lateralizar para o ouvido de melhor audição a perda é neurossensorial no lado afetado; se o som se lateralizar para o ouvido mais comprometido, a perda é condutiva neste último.


Teste de Rinne

O diapasão é colocado sobre a mastoide até que o paciente refira que não está mais escutando o som, momento este em que o diapasão é colocado junto ao CAE cerca de 2 cm do mesmo, com os arcos no sentido perpendicular ao ouvido (para se evitar a zona muda).

O Rinne é positivo quando o som é escutado por via aérea após não ser mais escutado por via óssea. Isto ocorre na audição normal e nas perdas neurossensoriais.

O Rinne é negativo quando o som não é escutado por via aérea, após não ser mais escutado por via óssea. Isto ocorre nas perdas condutivas onde a audição por via óssea é mais prolongada, e o sistema amplificador da condução tímpano-ossicular está alterado. Esta diferença será percebida quando houver um gap aéreo-ósseo de 20 dB ou mais.

 Teste de Schwabach

O diapasão é colocado alternadamente na mastoide do paciente e do examinador, a audição deste é considerada normal. Se o paciente ouvir por mais tempo que o examinador, sugere perda auditiva condutiva e diz-se que o teste está prolongado. Se o paciente ouvir por menos tempo, sugere perda neurossensorial e diz-se que o teste está encurtado. E se o paciente ouvir por tempo igual, sugere audição normal.


Teste de Friedreich

Este teste permite confirmar se o paciente tem uma perda predominantemente sensorial ou condutiva. O diapasão é colocado (por sua base) inicialmente na mastoide e em seguida sobre o trago, comprimindo-o sobre a abertura do meato acústico externo do modo a fazer deste um tubo fechado. Isto fará com que o som seja amplificado pela camada aérea da orelha externa. Em pacientes sem deficiência auditiva ou perdas neurosensorial, o diapasão será melhor escutado quando for colocado na última posição e, quando a perda for condutiva, será melhor audível na mastoide. Em perdas mistas a tendência dos pacientes será escutar de modo semelhante em ambas às situações.


Teste de Bing

Coloca-se o diapasão na mastoide do paciente e pressiona-se o trago, obliterando o conduto auditivo externo. Se o paciente tiver perda neurosensorial ou audição normal, sua audição deve piorar com o conduto auditivo externo obliterado. Se o paciente tiver perda condutiva, a obliteração não vai influir na audição. Podemos realizar o Bing audiométrico colocando o vibrador na mastoide, pressionando o trago a fim de ocluir o conduto auditivo externo, podendo ser realizado em uma ou mais frequências.


Teste de Gellé

Colocar o diapasão na mastoide do paciente e promover aumento da pressão no conduto auditivo externo e, portanto, também na membrana timpânica. Esse aumento de pressão é feito através de uma pera de borracha que oclui o CAE. Nas perdas condutivas não há alteração na audição com essa manobra. Nas perdas neurossensoriais ou em indivíduo sem queixa, a audição piora com o aumento de pressão no conduto auditivo externo.


Teste de Bonnier

No paciente com otosclerose e fixação de cadeia, o som emitido pelo diapasão pode ser escutado quando ele é colocado no cotovelo, pateta, punho, maléolo lateral do tornozelo ou esterno.

 Fonte: Portal da educação


Se você estiver sem audiometro, ou o mesmo se danificar? Ou se você poder se certificar que os resultaos dos exames realizados se confirmam? O diapasão pode ser um bom recurso a ser ultilizado.

O que você acha?
Vale apena confiar?



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