segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Processos fonológicos



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Existem várias propostas terapêuticas baseadas nos processos fonológicos
Mota (2005) a escolha dos sons alvos é um dos fatores mais importantes para o sucesso da terapia baseada nos processos fonológicos. Deve-se considerar os aspectos cognitivos, emocionais e linguísticos para nortear esta seleção. Em relação aos aspectos linguísticos deve-se observar as possibilidades de generalização que proporcionem maior eficácia do tratamento. Mas, como iniciar a terapia? Que processo, som escolher?


Mota cita Edwards, que sugeriu alguns critérios que podem auxiliar o terapeuta nesta escolha:

• “Escolher processos que sejam facilmente tratados.” São os processos que aparecem com menos frequência, aparecem em contextos específicos da palavra, processos com fonemas que a criança possui em seu inventário fonético ou que são fáceis de estimular;

• “Abordar processos que são cruciais para a criança”, ou seja, os que vão melhorar a inteligibilidade da fala;

• “Escolher processos que afetam fonemas ou classes de fonemas que surgem mais cedo no processo de aquisição fonológica normal.” (EDWARDS, 1983 apud MOTA, 2005, p. 794)

Em relação aos sons-alvo, Edwards sugere que se utilize os seguintes critérios para a escolha:

• Sons-alvo que façam parte do inventário fonético da criança;

• Sons que melhorem a inteligibilidade da fala;

• Sons para os quais a criança é mais estimulável;

• Sons que ocorrem com mais freqüência;

• Os sons que a criança adquire mais cedo;

• Os sons que são importantes para a criança (do próprio nome ou aquele som que deixa a criança constrangida quando ela pronuncia errado);

• Sons que sejam mais fáceis de produzir. (EDWARDS, 1983 apud MOTA, 2005).

Propostas terapêuticas

Existem várias propostas terapêuticas baseadas nos processos fonológicos: o modelo de ciclos, modelo de pares mínimos, modelo de oposições máximas, modelos baseados na hierarquia implicacional de traços distintivos, modelo baseado na consciência fonológica – METAPHON (MOTA, 2001).

A escolha do melhor método, ou o mais eficaz, é difícil, pois apesar de que cada modelo tenha suas especificidades e características próprias, todos têm uma base comum e o mesmo objetivo geral que é de ”promover a maior generalização possível em um menor espaço de tempo” (MOTA, 2001, p. 100).

Modelo de ciclos

Proposta por Hodson e Paden em 1983, sendo modificada em 1987 por Tyler, Edwards e Saxman. Esse modelo foi aplicado no Brasil por Mota (1990), Ramos (1991) e Blanco (2003). Seus estudos têm como base teórica a Fonologia Natural de Stampe. Esta proposta terapêutica “faz uso da estimulação e produção como os dois procedimentos básicos de terapia” (MOTA, 2005, p. 795).

Os processos fonológicos são as bases de análise e do trabalho terapêutico. O que difere de outros modelos terapêuticos é que não se trabalha com cada som errado, e sim, se aproveita a habilidade que a criança tem de fazer generalizações, trabalhando-se apenas um número suficiente de fonemas dentro de um padrão, a fim de estimular esse padrão.

A estimulação é realizada principalmente pela audição, por meio do bombardeio auditivo. Algumas crianças necessitam de mais estimulação além da auditiva, para desenvolver a consciência do som-alvo; nestes casos podem ser usadas pistas táteis (“sentir” o som por intermédio da sensação do tato e de gestos) e visuais (ver o movimento que os articuladores fazem para executar o som). À medida que o som vai ficando mais fácil para a criança, as pistas vão sendo retiradas.

Bombardeio auditivo: técnica em que o paciente é exposto no início e ao fim de cada sessão a uma lista de palavras ou frases contendo os sons-alvo trabalhados.

É importante que a criança esteja com fones de ouvido (estes eliminariam outros ruídos do ambiente que pudessem distrair a criança) para que o som seja amplificado, aumentando a concentração da criança no padrão de som desejado. Durante a sessão, o fonoaudiólogo deve enfatizar os sons-alvo e as palavras estímulo, aumentando a intensidade da fala nesses

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

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