Conhecer a criança, compreender o tipo de alteração que ela
apresenta, quais os aspectos do desenvolvimento estão mais ou menos
alterados, que nível evolutivo ela se encontra; para Zorzi (1999), são
dados importantes que o terapeuta deve saber para poder elaborar seu
plano terapêutico, além de estar em sintonia com a criança, e com isso
desenvolver nela habilidades interativas – “o terapeuta deve ser
sensível aos interesses e capacidades dela, e ser capaz de acompanhar
detalhes de seu desenvolvimento”.
Papel da família no processo terapêutico
Antes de entrarmos na terapia, propriamente dita, é importante salientar o papel da família no processo terapêutico. Zorzi (1999) aponta um questionamento importante sobre o trabalho de orientação familiar. Para você, qual a concepção de orientação familiar que você adota:
• A orientação familiar é um momento em que você “passa” as regras, normas ou condutas que os pais devem seguir em relação a seu filho;
• O momento da orientação familiar também é um momento de “escuta”, em que o terapeuta assume o papel de ouvir o que a família tem para dizer sobre seu filho, aproveita o momento para trabalhar as ansiedades sobre o desenvolvimento da terapia, de como seu filho “vai ficar”, quando ele vai “ficar bom” e também orienta como a família poderá contribuir no processo terapêutico, pensando nessa situação como um momento de “troca”, de reflexão e questionamentos, tanto da família como do terapeuta.
Para Zorzi (1999, p. 97), os encontros com os pais “pode tornar-se um momento de troca, de reflexão e de questionamentos.” Eu diria que os encontros devem ser momento de troca, reflexão e questionamento. O objetivo é a busca de compreensão, tanto por parte do fonoaudiólogo como da família.
Entendendo melhor certas características da dinâmica familiar, o fonoaudiólogo pode ajudar a família a compreender o que está acontecendo com seu filho, e, com isso, as orientações mais específicas (escolaridade, comportamento e estimulação) vão ter um significado diferente para a família, consequentemente, o resultado será mais positivo. Sabendo como a família lida com seu filho, entendendo a relação pais/filho, o fonoaudiólogo não corre o risco de orientar os pais num modelo padrão, ou seja, uma lista com o que ele deve e não deve fazer para ajudar seu filho.
Lembre-se: o fonoaudiólogo não vai dar uma luz para que a criança, a partir daquele momento, siga esta luz e com isto seu desenvolvimento acontecerá normalmente. O fonoaudiólogo mostra um caminho – temos que trabalhar juntos: terapeuta-família-criança, como engrenagens, que só funcionam se estiverem bem alinhadas.
Como tratar as alterações de linguagem?
Esta é uma pergunta que muitos fonoaudiólogos fazem, porém, não se tem uma fórmula, receita padrão, pois cada criança é diferente, como diz Zorzi (1999, p. 75) “[...] falamos em retardos de aquisição da linguagem, o que implica configurações diversificadas, com problemas variando em termos de profundidade e graus de extensão.” Ou seja, cada caso é um caso, o processo terapêutico deve ser adequado ao perfil de desenvolvimento, a idade e as alterações que cada criança apresenta.
Befi-Lopes (2004, p. 994) reforça esta afirmação quando salienta que “dificilmente duas crianças com desordens de linguagem são exatamente iguais nas habilidades e inabilidades de linguagem que manifestam. [...] cada plano de intervenção deve ser desenvolvido individualmente para cada criança.”
Ao planejar o processo terapêutico deve-se considerar:
• a idade da criança: pode-se dividir os pacientes com alterações de linguagem em dois grupos – as que se encontram no período pré-linguístico e as que se encontram no período linguístico;
• comportamento da criança: crianças com alterações de linguagem podem se apresentar isoladas do convívio social, apáticas, agressivas, hiperativas;
• deficit linguístico apresentado: deve-se observar quais os aspectos da linguagem estão mais envolvidos – pragmático, fonológico, semântico ou morfossintático;
• progressos alcançados com a terapia: durante todo o processo terapêutico o planejamento deve ser revisto e adaptado se necessário.
Esta é uma pergunta que muitos fonoaudiólogos fazem, porém, não se tem uma fórmula, receita padrão, pois cada criança é diferente, como diz Zorzi (1999, p. 75) “[...] falamos em retardos de aquisição da linguagem, o que implica configurações diversificadas, com problemas variando em termos de profundidade e graus de extensão.” Ou seja, cada caso é um caso, o processo terapêutico deve ser adequado ao perfil de desenvolvimento, a idade e as alterações que cada criança apresenta.
Befi-Lopes (2004, p. 994) reforça esta afirmação quando salienta que “dificilmente duas crianças com desordens de linguagem são exatamente iguais nas habilidades e inabilidades de linguagem que manifestam. [...] cada plano de intervenção deve ser desenvolvido individualmente para cada criança.”
Ao planejar o processo terapêutico deve-se considerar:
• a idade da criança: pode-se dividir os pacientes com alterações de linguagem em dois grupos – as que se encontram no período pré-linguístico e as que se encontram no período linguístico;
• comportamento da criança: crianças com alterações de linguagem podem se apresentar isoladas do convívio social, apáticas, agressivas, hiperativas;
• deficit linguístico apresentado: deve-se observar quais os aspectos da linguagem estão mais envolvidos – pragmático, fonológico, semântico ou morfossintático;
• progressos alcançados com a terapia: durante todo o processo terapêutico o planejamento deve ser revisto e adaptado se necessário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário